sábado, 24 de agosto de 2013

Capitães de Areia -Jorge Amado


Capitães da Areia foi escrito por Jorge Amado.O clássico mostra a comovente história dos meninos órfãos que moram num trapiche abandonado e vivem dos furtos. Os Capitães da Areia, como são chamados, conhecem todas as ruas e vielas de Salvador, por isso são considerados os verdadeiros donos da Bahia.
O romance é dividido em quatro partes: “Cartas à redação”, “Sob a lua num velho trapiche abandonado”, “Noite da grande paz, da grande paz dos teus olhos” e “Canção da Bahia, canção da liberdade”.Apesar que os Capitães agirem como adultos,possuem sonhos e pensamentos iningênuos como todas as crianças.
Na primeira parte da narrativa mostra reportagens de jornal, onde há as opiniões de diferentes tipos de pessoas sobre os Capitães.
O lider do grupo capitães de areia é Pedro Bala, rapaz de 14 anos que tem uma cicatriz no rosto arranjada na briga com o ex-chefe do bando. Outros garotos importantes no grupo são o Professor, que sabe ler, escrever e desenhar; João Grande ,que é forte e defende os mais fracos; o Sem-Pernas, coxo que se infiltra nas casas em que planejam assaltar; Pirulito, que quer se tornar padre; o Gato, mais arrumado da turma, preocupa-se com a aparência, e Volta Seca, afilhado e admirador de Lampião. mas o grupo é composto por mais de cem meninos.
Apesar de procurados pela polícia e temidos pelas pessoas, o grupo conta com alguns amigos, como o padre José Pedro, o estivador João de Adão e a mãe de santo Don’Aninha. O padre é um dos poucos que entendem o sofrimento dos meninos. Ele se aproxima dos Capitães da Areia com o objetivo de ajudá-los, sendo muito criticado por isso. Certa vez, chega até a pegar parte do dinheiro das doações para que os meninos andem no carrossel que chega à cidade, para que possam se divertir como verdadeiras crianças, mas não foi necessario já que o grupo já tinha como se divertir no brinquedo.
Depois das apresentações, seguem-se vários episódios, cada um protagonizado por um morador diferente do trapiche. Sendoeles o Pedro Bala que resgata a imagem do orixá Ogum na delegacia; o talento artístico de Professor, que chama a atenção de um poeta; o ódio de Sem-Pernas que se abranda quando o menino encontra uma família capaz de amá-lo, mas que logo volta porque ele se vê obrigado a abandonar sua nova mãe em prol do bando.
Inicia-se então um surto de varíola. Enquanto os ricos são protegidos pela vacina, os pobres são castigados e muitos falecem ou vão para o lazareto, o que geralmente também significa morte. É graças a essa doença que morrem os pais de Dora, menina loira de 13 anos que é obrigada a cuidar sozinha de seu irmão caçula. Despejados de sua casa, os irmãos descem o morro em direção à cidade, local onde conhecem Professor e João Grande, que por sua vez os levam ao trapiche, onde Zé Fuinha e Dora encontram um novo lar. No começo, os Capitães tentam atacar a menina, mas com a chegada de Bala tudo se resolve, e é dada a permissão para ela permanecer no antigo armazém.
Dora torna-se uma mãe e irmã para todos, exceto para Professor e Pedro Bala, que a enxergam e amam como noiva. Um tempo depois, o bando é flagrado durante um roubo. Pedro e sua amante são presos – ele vai para o reformatório e ela ao orfanato – mas os outros conseguem fugir. Na delegacia, Pedro apanha muito, contudo não diz nada sobre seu esconderijo. Depois de alguns dias de muito sofrimento, Bala consegue fugir, e com a ajuda de seus cúmplices vai buscar Dora no orfanato. Esta, mesmo ardendo em febre, decide ir para o trapiche com sua família, onde acaba morrendo depois de sua primeira noite com Pedro.
Na noite do sepultamento de Dora, Pedro muito triste vê um cometa no céu, e imagina que sua esposa transformou-se numa “estrela de loira cabeleira”. Depois da morte de sua amada, Professor vai embora do trapiche para tornar-se pintor no Rio de Janeiro, com o nome de João José. Sem-Pernas morre, Pirulito vira frade, Volta Seca cangaceiro, Gato e Boa-Vida crescem e viram malandros. Aos poucos, os rapazes vão se desligando do grupo, inclusive Pedro Bala, que depois de transformar os Capitães da Areia em uma brigada de choque, segue os passos do pai e luta pelo povo, mudando o destino das crianças abandonadas do país.
O título Capitães da Areia justifica-se pelo poder dos menores abandonados sobre o areal, sobre a cidade em si. Eles são os donos da Bahia, os únicos que a conhecem por inteiro.
A obra é fácil de ler e entender, já que o vocabulário utilizado é simples. Os protagonistas da história são tratados como os que roubam dos ricos e dão para os probres ,no caso,eles mesmos.
Os garotos só roubam porque não tem família, não tem o amor de pai e mãe para ajudá-los, são marginalizados pela sociedade. A única saída que eles têm é roubar.O autor não culpa os meninos por furtarem, pelo contrário, tenta defendê-los, culpando os ricos que ignoram as crianças.
                               ~Ariel e ~Cleyvison

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